Castelo de São Jorge

Castelo de São Jorge

No topo da colina mais alta de Lisboa, ergue-se hoje um dos monumentos mais icónicos da cidade. A passagem pela cidade implica automaticamente uma visita ao Castelo de São Jorge, não só pela beleza e história em que está envolvido, mas também pela magnífica paisagem sobre Lisboa que pode aqui ser observada.

Dos primórdios ao auge

As primeiras fortificações do castelo foram construídas durante o período do domínio muçulmano, e serviam principalmente para defender a alcáçova, local onde estava instalado o poder político e militar da cidade. O castelo passou para o domínio de D. Afonso Henriques quando este conquistou Lisboa, em 1147. No período que se seguiu, o castelo recebeu diversas modificações, nomeadamente a transformação em Paço Real, albergando não só o rei como também diversos nobres da Corte. Recebeu mais tarde, entre 1373 e 1375, uma muralha que delimitava a zona do castelo, mandada construir por D. Fernando. Esta muralha abrangia uma área muito superior à cerca moura construída anteriormente, garantindo uma maior segurança às pessoas que ali habitavam.

Em finais do século XIV, D. João I coloca o castelo sob a proteção de S. Jorge, conferindo-lhe assim o nome que perdura ainda hoje. No século XVI, o castelo registou ainda momentos importantes para a história de Portugal, sendo o palco de acontecimentos como a representação do Auto da Visitação de Gil Vicente (1502), e ainda o local de receção de Vasco da Gama (1503) após a sua viagem à Índia.

O declínio

Após este período, o castelo cai no seu período de declínio uma vez que o rei D. Manuel I mudou a sua residência para o Paço da Ribeira em 1511, perdendo assim importância no contexto real português. Este declínio foi ainda agravado pelo terramoto de 1531 que danificou a estrutura do Paço da Alcáçova. O castelo volta a ganhar algum protagonismo em meados do século XVI quando D. Sebastião mandou reedificar o Paço da Alcáçova para que pudesse aí residir. Porém, durante o domínio filipino entre 1580 e 1640, o castelo passa a servir de quartel e de presídio.

Interior do Castelo de São Jorge
Peter, Wikimedia Commons

A recuperação

Com a restauração da independência, fizeram-se diversas obras de reparação na fortificação, mantendo assim a sua orientação militar que perdurou durante os anos seguintes. Porém, em 1755, o grande terramoto que assolou Lisboa provocou inevitavelmente danos profundos na estrutura do castelo.

Em 1910 foi classificado como Monumento Nacional, tendo sido objeto de profundas intervenções de restauro durante a década de 40 e de 90. Em 1947 foi também colocada uma estátua de D. Afonso Henriques aquando da comemoração do 8º centenário da conquista da cidade de Lisboa.

Estátua de D. Afonso Henriques no Castelo de São Jorge
Mister No, Wikimedia Commons

Informação Geral

Morada: Rua Santa Cruz do Castelo, 1100-129 Lisboa

Horário: 1 de Novembro a 28 de Fevereiro: 9h00 – 18h00 | 1 de Março a 31 de Outubro: 9h00 – 21h00 | Encerrado: 1 de Janeiro, 1 de Maio, 24 , 25 e 31 de Dezembro

Email: info@castelodesaojorge.pt

Telefone: (+351) 218 800 620

Website: Castelo de São Jorge

Transporte: Autocarro nº 737 (Carris)

Mapa

Cronologia

→ Século VII a.C.: Primeiros registos de atividade no local
→ Meados do século XI: Fortificações por parte dos muçulmanos
→ 1147: Conquista de Lisboa por D. Afonso Henriques
→ 1255: Lisboa transforma-se na capital do reino
→ 1300: Transformação em Paço Real da Alcáçova
→ 1373-1375: Construção da cerca fernandina
→ Finais do século XIV: D. João I coloca o castelo sob proteção de S. Jorge
→ 1503: Receção de Vasco da Gama no Paço Real
→ 1531: Terramoto danifica Paço da Alcáçova
→ Meados do século XVI: D. Sebastião manda reedificar o Paço da Alcáçova
→ 1580-1640: O castelo volta a ser utilizado como quartel e presídio
→ 1657-1733: Obras de modernização do castelo
→ 1755: Terramoto causa danos graves na estrutura do castelo
→ 1910: Classificação como Monumento Nacional
→ 1939: Obras de restauração e requalificação do castelo
→ 1947: Colocação de um monumento dedicado a D. Afonso Henriques

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