Forte de São Bruno

Forte de São Bruno

O Forte de São Bruno, com a designação adotada pela proximidade com o Convento de Laveiras pertencente à Ordem dos Frades Cartuxos de São Bruno, está situado em Oeiras, na confluência da Ribeira de Barcarena com o Rio Tejo. O seu local de implantação foi também conhecido como Ponta de Laveiras, e teve como função a defesa da cidade de Lisboa.

Origem da construção do forte

Dada a necessidade de defesa da costa ao longo dos anos, principalmente desde o Século XV, a Restauração da Independência e a guerra com Espanha resultou em maior preocupação face a possíveis ataques da armada espanhola, pelo que o Rei D. João IV em 1642 ordenou a construção do Forte de São Bruno, que foi concluída em 1647.

Características

Este espaço de planta estrelada e com núcleo central quadrangular, fez parte da primeira linha de fortificações marítimas e fluviais para a defesa da cidade de Lisboa, que foram construídas após a Restauração da Independência. Um conjunto de fortificações foram construídas entre o Cabo da Roca e a Torre de Belém, onde o Forte de São Bruno se integrava, de modo a cruzar fogo com o Forte de Nossa Senhora do Vale, que se encontrava à sua esquerda e que foi demolido em 1939 quando das obras de construção da estrada marginal, e com o Forte de Nossa Senhora de Porto Salvo à sua direita.

O Forte, de arquitetura militar moderna abaluartada, tem uma planta poligonal simétrica com cinco vértices ou ângulos flanqueados e desenvolve-se em torno de um pátio central quadrangular, com dois baluartes laterais virados para o mar, dois outros baluartes e redente central. No seu corpo central estão localizados os armazéns de pólvora, os corpos da guarda e a bateria alta virada ao mar.

Fotografia do Forte de São Bruno, em Oeiras
Carlos Luis M C da Cruz, Wikimedia Commons

Dado que o Forte de São Bruno estava sujeito a frequentes assoreamentos, a partir do século XVIII foi por diversas desativado, o que resultava em necessidade de reparações para ficar novamente a funcionar e com a artilharia operacional.

Integração nas Linhas de Torres

O Forte de São Bruno no início do Século XIX ainda integrou as Linhas de Torres, que foram três linhas defensivas constituídas por aproximadamente 150 fortes localizados entre Torres Vedras e Lisboa, que tinham como objetivo defender Lisboa durante a terceira invasão das tropas napoleónicas, no entanto em 1834 foi desartilhado.

Após essa data, em 1888 o Forte foi arrendado durante nove anos ao Bacharel João Cardoso Ferraz de Miranda e em 1895 é efetuado um pedido da Administração Geral das Alfândegas para instalar um Posto Fiscal, o que acontece em 1903. Após os anos de 1940, a sua utilização passa por diferentes entidades, bem como são realizadas obras de conservação, restauro e recuperação de 1952 a 1958, em 1982, de 1984 a 1986 e de 1999 a 2001, que colocam a possibilidade de ser visitado atualmente. Desde 1976, o Forte de São Bruno é classificado como Imóvel de Interesse Público.

Fotografia do exterior do Forte de São Bruno, em Oeiras
Carlos Luis M C da Cruz, Wikimedia Commons

Informação Geral

Morada: Avenida Marginal, 2760-145 Caxias

Horário: Segunda-feira a Sexta-feira das 09h00 às 13h00 e das 14h00 às 17h30 | Encerrado: Sábado, Domingo e Feriados

Email: geral@cm-oeiras.pt

Telefone: (+351) 218 885 381

Website: Câmara Municipal de Oeiras

Transporte: Autocarros 108, 117 e 158 (Lisboa Transportes). Comboios Linha de Cascais – Estação de Caxias (CP).

Mapa

Cronologia

→ 1647: Construção de bateria ou fortim
→ 1649: Espaço artilhado e ativado
→ Século XVII e século XVIII: Conclusão do perímetro de defesa exterior e das baterias laterais
→ 1735: Forte desativado, com artilharia inoperacional e obstruído por areias
→ 1751: Conclusão da reparação do forte
→ 1763: Equipado com 18 peças de artilharia
→ 1777: Inspeção militar deteta que o forte apesar de artilhado não possuía guarnição militar e estava habitado por civis
→ 1798: Nova inspeção, com o brigadeiro Quiet de Ville, que verifica que a artilharia estava danificada
→ 1815: Forte obstruído por areias e com a tenalha direita destruída
→ 1823: Forte artilhado e em serviço, com 5 peças de artilharia
→ 1834: Forte foi desartilhado
→ 1888: Arrendamento do forte ao Bacharel João Cardoso Ferraz de Miranda por nove anos
→ 1895: Pedido da Administração Geral das Alfândegas para instalar um Posto Fiscal no forte
→ 1903: Obras e instalação da Guarda Fiscal
→ 1940: Utilização pela Junta Autónoma das Estradas para construir a estrada marginal
→ 1946: Ocupado pela Mocidade Portuguesa
→ 25-04-1976: Entregue ao Fundo de apoio às Organizações Juvenis para utilizar como colónia de férias
→ 1977: Entregue à Associação Portuguesa de Pousadas da Juventude
→ 22-10-1984: Cedido ao Corpo de Voluntários Salvadores Náuticos, até 1990
→ 31-05-1999: Cedido à Câmara Municipal de Oeiras, durante 25 anos
→ 2001: Câmara Municipal de Oeiras atribui a gestão do Forte à Associação Amigos dos Castelos, para desenvolver atividades dedicadas ao público infantil e escolar

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