Forte de São Julião da Barra

Forte de São Julião da Barra

Localizado estrategicamente à entrada do rio Tejo, o Forte de São Julião da Barra é uma importante fortificação, que, em conjunto com o Forte de São Lourenço do Bugio, o Forte de São Sebastião da Caparica, a Torre de Santo António de Cascais, e a Torre de Belém, formava o sistema de defesa marítima de Lisboa.

Existe a incerteza da data exata do início da construção do forte, mas foi certamente erigido durante o reinado de D. João III, sob recomendação do seu pai, D. Manuel I. As obras na fortaleza estenderam-se até depois da morte de D. João III, tendo sido concluídas em 1568.

Ocupação filipina e reforço da estrutura

Apesar da envergadura da sua construção, não conseguiu deter a invasão das tropas espanholas em 1580, dando-se a entrega da fortificação depois de um cerco de 5 dias. Após a tomada, D. Filipe II de Espanha decidiu reforçar o forte com a construção de baluartes e ampliação da sua estrutura, tornando-o assim uma das fortalezas mais fortes e robustas existentes em Portugal naquela época. A partir deste período de ocupação filipina em Portugal, o forte serviu como prisão política para aqueles que se opunham ao regime, função essa que se estendeu até ao fim da monarquia e início da república.

Da restauração da independência às invasões francesas

Com a chegada da restauração da independência, o forte foi cercado pelos portugueses, desta vez por terra, e quando se consumou a queda do regime filipino em Portugal, D. João IV ordenou obras de reparação e de fortificação da estrutura. Deu-se portanto um grande foco na defesa do lado voltado para a terra com a construção de um revelim.

Foto no interior do Forte de São Julião da Barra, em Oeiras
Dave Snowden, Wikimedia Commons

Nos anos que se seguiram, o forte continuou a receber melhoramentos no seu sistema de defesa, tendo sofrido alguns danos aquando do terramoto de 1755, nomeadamente com a destruição do farol. Mais tarde, veio a ser tomado pelas tropas de Napoleão aquando das invasões francesas registadas a partir de 1807, tendo servido como quartel-general.

A perda de funções

Durante todo este tempo, o forte continuou a cumprir as suas funções como prisão política, tendo sido aqui que o general Gomes Freire de Andrade esteve preso após ser acusado de conspiração contra a influência inglesa e o regime absolutista.

Foto no interior do Forte de São Julião da Barra, em Oeiras
Dave Snowden, Wikimedia Commons

Com o passar dos anos e consequente aprimoramento de outros sistemas de defesa, o forte foi perdendo as suas funções principais, passando a ser utilizado principalmente nas receção de chefes de estado entre outros ilustres convidados.

Informação Geral

Morada: Avenida Marginal, 2780-267 Oeiras

Horário: Por marcação

Email: geral@cm-oeiras.pt

Telefone: (+351) 213 038 520

Website: Câmara Municipal de Oeiras

Transporte: Comboios Linha de Cascais – Estação de Oeiras (CP) – 1,7km a pé

Mapa

Cronologia

→ 1553–1556: Possível início da construção do forte
→ 1568: Conclusão da construção
→ 1573: O forte é utilizado como prisão política
→ 1580: Chegada das tropas espanholas e reforço da estrutura do forte
→ 1650: Construção do revelim
→ 1755: Terramoto e destruição do farol
→ 1808: Chegada dos franceses e transformação em quartel-general
→ 1951: Adaptação a funções de representação da Defesa Nacional
→ 2ª metade do século XX: Intervenções de restauro

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