Fundação Calouste Gulbenkian

Fundação Calouste Gulbenkian

O Edifício e Museu da Fundação Calouste Gulbenkian é um conjunto de edifícios que engloba a sede da fundação, o museu do fundador, o centro de arte moderna José de Azevedo Perdigão e o jardim. O conjunto de edifícios apresenta uma arquitetura moderna, tendo-lhe sido atribuído o prémio Valmor, mostrando assim a qualidade arquitetónica da sua estrutura.

A criação da Fundação Calouste Gulbenkian

A construção deste complexo advém da vontade expressa por Calouste Sarkis Gulbenkian de deixar os seus bens ao país sob a forma de uma fundação, cujos estatutos foram aprovados pelo Estado português em 1956. Durante a sua vida, Calouste Gulbenkian conseguiu angariar múltiplos exemplares de arte que vão desde pintura, a escultura, passando também por joalharia e tapeçaria. Após a morte de Calouste Gulbenkian, a saída da sua coleção particular de França foi negociada com Portugal, tendo chegado ao país em 1960, onde foi exposta no Palácio do Marquês de Pombal entre 1965 e 1969.

A vontade expressa por testamento motivou a não só a criação da fundação, mas também a criação do museu do fundador, onde as peças se encontram expostas de forma permanente. 

Exterior do edifício da Fundação Calouste Gulbenkian, em Lisboa
Shadowgate, Wikimedia Commons

O edifício-sede

O edifício da sede é composto por oito pisos, dois dos quais são subterrâneos, onde se encontram os serviços de administração da Fundação Calouste Gulbenkian, bem como espaços de refeição e múltiplos auditórios onde se realizam concertos e outros espetáculos. Aqui existe também uma biblioteca de arte que reúne mais de 190 mil monografias e cerca de 190 títulos de publicações periódicas abrangendo múltiplas áreas de conhecimento como a história da arte, arquitetura, design, entre outros.

Os Museus

No complexo da Fundação Calouste Gulbenkian existem dois museus que podem ser visitados: o Museu do Fundador e o Centro de Arte Moderna José de Azeredo Perdigão.

No Museu do Fundador, encontram-se expostas diversas peças da colecção particular de Calouste Gulbenkian. A coleção apresenta uma variedade muito grande, onde se pode encontrar items provenientes de todas as partes do mundo. Aqui pode encontrar-se arte egípcia, greco-romana, da mesoptâmia, bem como do oriente islâmico e extremo oriente, para além de um vasto acervo de pintura e de escultura e joalharia de René Lalique. Aqui existe também uma secção dedicada a exposições de carácter temporário, sendo expostos items de acordo com os eventos promovidos pela fundação.

 

Entrada do Museu Calouste Gulbenkian
Manuelvbotelho, Wikimedia Commons

O Centro de Arte Moderna de Azeredo Perdigão pode ser visitado no lado sul do jardim, e, como o próprio nome indica, dedica-se à exposição de arte que abrange o período entre o início do século XX e os dias de hoje. Desde a data de inauguração do edifício em 1983, a Fundação Calouste Gulbenkian tem vindo a adquirir diversos exemplares de arte moderna desde pintura a escultura, e tem vindo a ser aqui divulgado. Distribuído ao longo dos três pisos do edifício, o acervo dispõe de obras de artistas importantes para a pintura portuguesa, nomeadamente Almada Negreiros, Paula Rego e Amadeo de Souza-Cardoso.

Interior do Centro de Arte Moderna José de Azeredo Perdigão
Andrew Mcmillan, Wikimedia Commons

O Jardim

Situado numa das avenidas mais movimentadas da cidade de Lisboa, este jardim é um verdadeiro oásis onde se pode encontrar tranquilidade e estar em contato com a natureza. O jardim engloba um lago, diversos riachos e trilhos, e ainda um anfiteatro onde são exibidos espetáculos.

O jardim foi criado na década de 60 com projeto dos arquitetos paisagistas Gonçalo Ribeiro Telles e Manuel de Azevedo Coutinho e é representativo do movimento modernista em Portugal. As obras estenderam-se de 1963 até 1969, tendo o jardim sido inaugurado durante este mesmo ano.

Lago no jardim da Fundação Calouste Gulbenkian
Jardim Gulbenkian

Ao longo dos anos que se seguiram, o jardim sofreu diversas alterações na sua composição. O projeto de reabilitação iniciado em 2002, com ajuda do arquiteto paisagista Gonçalo Ribeiro Telles, demorou dez anos até estar concluído. Durante este período, o jardim conheceu a sua forma atual, com o desbaste de vegetação, abertura de novos caminhos e trilhos.

O jardim que hoje conhecemos é o resultado de grandes obras paisagísticas, e é um espaço em que pode estar em contato com a natureza e disfrutar de momentos de sossego numa cidade em constante movimento.

Informação Geral

Morada: Avenida de Berna, 45A, 1067-001 Lisboa

Horário: Segunda a sexta: 09h00 às 13h00 e das 14h30 às 17h30 | Encerrado: Feriados, 24 e 25 de dezembro

Email: info@gulbenkian.pt

Telefone: (+351) 217 823 000

Website: Fundação Calouste Gulbenkian

Transporte: Autocarro 713, 716, 726, 742, 746, 756 (Carris) | Linha Azul – Estação de São Sebastião e estação de Praça de Espanha

Mapa

Cronologia

→ 1953: Testamento de Calouste Gulbenkian
→ 1962: Início da construção do edifício
→ 1965 a 1969: Exposição no Palácio do Marquês de Pombal
→ 1968: Conclusão da obra
→ 2 de outubro de 1969: Inauguração dos edifícios
→ 1975: Atribuição do prémio Valmor
→ 1983: Inauguração do Centro de Arte Moderna José de Azeredo Perdigão
→ 2010: Monumento Nacional

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