Moinho de Maré de Corroios

Moinho de Maré de Corroios

Desde a sua construção, o Moinho de Maré de Corroios assumiu um papel fundamental no aproveitamento da energia das marés para a produção de farinha de cereais para abastecimento da população.

A origem

A construção do moinho de maré deu-se em 1403 e foi promovida por D. Nuno Álvares Pereira, que era detentor de muitos terrenos nesta região. No ano seguinte, foi doado ao Convento do Carmo, ordem religiosa de que D. Nuno Álvares Pereira era mestre, e que foi a principal promotora de outros empreeendimentos deste tipo na zona do Seixal, como é o caso dos moinhos de maré da Raposa, da Torre, entre outros.

Vista para o Moinho de Maré de Corroios, no Seixal
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A expansão

Os diversos empreendimentos de expansão das instalações para uma capacidade superior foram ocorrendo ao longo dos séculos que se seguiram, nomeadamente no século XVIII e no século XX, mas também foram realizadas obras de recuperação no rescaldo do terramoto de 1755.

A extinção das ordens religiosas em 1834 fez com que todos os seus bens fossem incorporados na Fazenda Nacional, e, o Moinho de Maré de Corroios como parte integrante dos bens do Convento do Carmo não fugiu à regra. No entanto, o moinho foi vendido a um particular chamado João Luís Lourenço, sendo que se manteve nesta família nas gerações seguintes.

Sala interior do Moinho de Maré de Corroios
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O declínio na utilização

A existência das quintas na região do Seixal proporcionaram o funcionamento pleno do moinho até por volta do terceiro quarto do século XX, altura em que começou a registar uma quebra na sua utilidade devido ao encerramento das quintas.

No final da década de 70 do século XX, o moinho foi adquirido pela Câmara Municipal do Seixal, sendo que é ainda hoje mantido e conservado por esta entidade. O Moinho de Maré de Corroios mantém nos dias de hoje a capacidade de funcionamento de outrora, sendo um dos raros exemplos existentes nesta região.

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Informação Geral

Morada: Rua do Rouxinol, Quinta do Rouxinol, 2855-193 Corroios

Horário: Verão (junho – setembro): Terça a sexta-feira das 09h00 às 12h00 e das 14h00 às 17h00; Sábado e domingo das 14h30 às 18h30 | Inverno (outubro – maio): Terça a sexta-feira das 09h00 às 12h00 e das 14h00 às 17h00; Sábado e domingo das 14h00 às 17h00 | Encerra às segundas e feriados nacionais

Email: ecomuseu.moinhomare@cm-seixal.pt

Telefone: (+351) 210 976 112

Website: Câmara Municipal do Seixal

Transporte: Autocarro 403, 413, 437, 453 (TST – Transportes Sul do Tejo)

Mapa

Cronologia

→ 1403: Construção do Moinho de Maré
→ 1404: Doação do moinho ao Convento do Carmo
→ Século XVIII: Obras de reconstrução e ampliação
→ 1834: Incorporação na Fazenda Nacional
→ Século XIX: Venda a João Luís Lourenço
→ Século XX: Obras de ampliação
→ 3º quarto do século XX: Quebra no funcionamento do moinho
→ 1980: Aquisição pela Câmara Municipal do Seixal

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