Mosteiro dos Jerónimos

Mosteiro dos Jerónimos

O Mosteiro dos Jerónimos, considerado por muitos o ex-libris do estilo manuelino, foi mandado construir no dobrar do século XV e XVI por D. Manuel I. Dada a envergadura da obra, o mosteiro demorou quase um século a ser construído, tendo envolvido ao longo dos anos o trabalho de quatro arquitetos: Diogo de Boitaca, João de Castilho, Diogo de Torralva e Jerónimo de Ruão. A construção do mosteiro partiu da ideia de perpetuar a memória do Infante D. Henrique, que no século anterior tinha mandado edificar no mesmo sítio uma ermida sob invocação de Santa Maria de Belém.

No ano 1496, D. Manuel I envia um pedido ao papa Alexandre VI para autorizar a construção do mosteiro no local da ermida de Santa Maria de Belém. Dois anos mais tarde, D. Manuel I doa o local da ermida aos monges da Ordem de S. Jerónimo, conferindo assim o nome pelo qual o mosteiro é conhecido nos dias de hoje.

As obras propriamente ditas arrancaram em 1502, sendo marcadas por duas fases importantes para a construção do mosteiro. A primeira fase, a cargo de Diogo Boitaca, foi marcada pela construção da igreja e pelo estado avançado de construção do claustro do mosteiro. A segunda fase, a partir de 1517 e a cargo de João de Castilho, é marcada por um impulso muito grande na construção, dando-se um grande desenvolvimento na construção do claustro, e construindo-se diversos espaços do mosteiro, como é o caso do refeitório, da sacristia, e da sala do capítulo.

Altar Mosteiro dos Jerónimos
Lacobrigo, Wikimedia Commons

Em 1571, D. Catarina manda construir a capela-mor, local que recebeu em 1572 as ossadas de D. Manuel I, D. Maria de Aragão e Castela e D. João III. Apesar da localização do mosteiro, o terramoto de 1755 não provocou muitos estragos na estrutura do edifício, tendo-se registado apenas a queda de uma abóbada, que foi prontamente reconstruída.

Em 1833, registou-se a dissolução da ordem de S. Jerónimo, em linha com os ideais liberalistas que se pronunciavam no país naquela altura. Entregou-se então o mosteiro à Casa Pia, que ocupou o espaço até 1940.

Claustro do Mosteiro dos Jerónimos
Bex Walton, Wikimedia Commons

Em 1880, comemora-se o tricentenário de Camões, transladando-se as suas ossadas e as de Vasco da Gama para a igreja, e, 8 anos mais tarde regista-se a transladação dos restos mortais de Alexandre Herculano para a Sala do Capítulo. Registou-se ainda a transladação de Fernando Pessoa para o claustro do mosteiro em 1985. O Mosteiro dos Jerónimos foi classificado como monumento nacional em 1907, tendo sendo ainda inscrito na lista de património mundial da UNESCO em 1983.

Claustro do Mosteiro dos Jerónimos
Robert Nyman, Wikimedia Commons

Informação Geral

Morada: Praça do Império, 1400-206 Lisboa

Horário: Outubro a Abril: 10h00h às 17h30 (última entrada às 17h00) | Maio a Setembro: 10h00 às 18h30 (última entrada às 18h00) | Encerrado: Segundas-feiras, 1 de Janeiro, Domingo de Páscoa, 1 de Maio, 13 de Junho e 25 de Dezembro

Email: geral@mjeronimos.dgpc.pt

Telefone: (+351) 213 620 034

Website: Mosteiro dos Jerónimos

Transporte: Autocarro 714, 727, 728, 729, 751 (Carris) | Eléctrico 15E (Carris) | Comboios Linha de Cascais – Estação de Belém (CP) | Barco Estação Fluvial de Belém

Mapa

Cronologia

→ 1496: Pedido de D. Manuel I ao papa para construção de um mosteiro
→ 1498: D. Manuel I doa o local da ermida de Santa Maria de Belém aos monges da Ordem de S. Jerónimo
→ 1502: Data de início da construção do mosteiro
→ 1540-1541: Conclusão do claustro
→ 1571: Início da construção da capela-mor
→ 1755: Terramoto
→ 1833: Dissolução da Ordem de S. Jerónimo e entrega do mosteiro à Casa Pia
→ 1880: Transladação de Camões e Vasco da Gama
→ 1888: Transladação de Alexandre Herculano
→ 1907: Classificação como Monumento Nacional
→ 1983: Inscrição na lista de Património Mundial da UNESCO
→ 1985: Transladação de Fernando Pessoa para o claustro do mosteiro

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