Necrópole de Carenque

Necrópole de Carenque

A Necrópole de Carenque, situada no Concelho da Amadora entre Carenque e os Moinhos da Funcheira, é constituída por três sepulcros coletivos, denominados I, II e III no sentido de Este para Oeste. Estes sepulcros encontram-se escavados no calcário do Tojal de Vila Chã e apresentam a mesma estrutura, pelo que se verifica câmara precedida por galeria.

Ocupação e construção

A construção da Necrópole de Carenque remonta ao 3.º milénio a.C., final do Período Neolítico, época em que já se desenvolvia nesta região uma economia agro-pastoril, a qual encontrava-se evoluída quanto às tecnologias de produção pré-históricas utilizadas. É também dessa data que se verificou neste espaço as primeiras deposições de cadáveres, no entanto pouco se sabe acerca dos mortos ali sepultados e dos rituais que ocorreram.

Necrópole de Carenque, na Amadora
CorreiaPM, Wikimedia Commons

Dado que este conjunto de sepulturas foi escavado na rocha são designadas por Grutas Artificiais, e integram-se numa tradição cultural funerária mediterrânica, sendo também verificado que estão presentes características específicas encontradas na região do estuário do Tejo. Como tal, nesta região também se encontram outras necrópoles deste tipo, tais como as grutas artificiais de Palmela, São Paulo, Alapraia e São Pedro do Estoril.

A descoberta da Necrópole de Carenque

A descoberta e escavação da Necrópole de Carenque aconteceu em 1932 pelo arqueólogo Manuel Heleno, que à data era o diretor do Museu Etnológico do Dr. Leite de Vasconcellos, atual Museu Nacional de Arqueologia. Em 1936, a Necrópole de Carenque foi classificada como Monumento Nacional, devido ao seu interesse e também relevância que representam para compreender a pré-história.

Necrópole de Carenque, na Amadora
CorreiaPM, Wikimedia Commons

A Necrópole de Carenque apresenta algumas semelhanças à morfologia das antas e têm uma arquitetura característica. Assim, nestas características específicas encontra-se o acesso através de um corredor, que normalmente situa-se a nascente, que efetua a ligação com uma câmara funerária que possui um pequeno portal de formas arredondadas. Toda esta estrutura é coberta por pesadas lajes de calcário que encerram o espaço para com o exterior.

Desde 1999 está aberto ao público o Núcleo Monográfico da Necrópole de Carenque, pertencente ao Museu Municipal de Arqueologia. Também é possível visitar no Museu Nacional de Arqueologia os restos humanos e materiais arqueológicos provenientes das escavações.

Informação Geral

Morada: Serra das Brancas, Topo da Av. Luis de Sá

Horário: Sábado das 14h00 às 18h00 e Domingo das 9h00 às 14h00 | Inverno – Sábado das 13h00 às 17h00 e Domingo das 10h00 às 15h00

Email: museu.arqueologia@cm-amadora.pt

Telefone: (+351) 214 369 090

Website: Câmara Municipal da Amadora

Transporte: Autocarro 136 (Lisboa Transportes)

Mapa

Cronologia

→ 3000 a.C: Ocupação
→ 1932: Descoberta e escavação pelo arqueólogo Manuel Heleno
→ 1936-01-20: Classificação como monumento nacional
→ Final dos anos 70: Limpeza dos entulhos e lixos que ocupam as estruturas, realizada pelo Núcleo de Arqueologia do Centro Cultural Roque Gameiro e Associação de Arqueologia da Amadora
→ Década de 1980: Construção de dois grandes reservatórios na EPAL nas proximidades proporciona a sua vedação parcial
→ 1993-09-11: Abertura ao público das grutas
→ Anos 90: Musealização das grutas e construção das estruturas de apoio
→ 1999: Abertura permanente do Núcleo Monográfico da Necrópole de Carenque
→ 2012-01-12: Proposta da DRCLVTejo para fixação da Zona Especial de Proteção
→ 2012-01-23: IGESPAR solicita a revisão da Zona Especial de Proteção

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