Palácio de Monserrate

Palácio de Monserrate

Situado a poucos minutos de Sintra, o palácio e parque de Monserrate são um ótimo exemplo da arquitetura romântica em Portugal. As influências mouriscas características da zona de Sintra foram tidas em conta aquando da construção do palácio, bem como o detalhe aplicado característico do arquiteto responsável pela sua edificação, James Thomas Knowles.

Antes do palácio ser construído, a Quinta de Monserrate tinha sido sucessivamente ocupada por ingleses durante o século XVIII. O primeiro arrendatário da quinta foi Gerard De Visme, administrador das joias da coroa portuguesa e das minas de diamantes do Brasil, que de imediato implementou um projeto de reforma do espaço, que englobaria a reformulação da casa afetada pelo terramoto de 1755 e a criação de um jardim.

O progressivo abandono da Quinta de Monserrate por Gerard De Visme e o seu regresso a Inglaterra, motivaram o arrendamento feito por William Beckford em 1794. Este investiu fortemente no palácio e no jardim da quinta, dando-se a construção de uma cascata e de um falso cromleque. Apesar do investimento feito na quinta, ao longo dos anos foi crescendo a ideia de abandono. O famoso poeta britânico Lord Byron escreve alguns versos no seu poema narrativo “Childe Harold’s Pilgrimage” em que descreve não só o período em que William Beckford aqui permaneceu, como também o período de abandono que se seguiu, impulsionado pelas invasões francesas.

O período que se seguiu foi particularmente penoso para a casa da Quinta de Monserrate, uma vez que por ocasião da 1ª invasão francesa a Portugal, o comandante Junot estabeleceu na quinta um quartel general para os seus oficiais.

Em 1856, Francis Cook negoceia a compra da propriedade e imediatamente manda construir o palácio que hoje conhecemos. A escolha do arquiteto James Thomas Knowles, e mais tarde do seu filho James Thomas Knowles Jr., revelou-se fulcral para a construção do palácio. Pensa-se que os arquitetos ingleses da altura tinham sido influenciados pelos elementos da construção do Mosteiro da Batalha, utilizando-os frequentemente no seu estilo revivalista gótico. Inevitavelmente, esses elementos foram trazidos para a construção do Palácio de Monserrate, como por exemplo a existência de composições octogonais, que haviam sido utilizadas anteriormente na construção do Mosteiro da Batalha.

Após a morte de Francis Cook, sucede-lhe o filho e o neto, Frederick e Herbert Cook respetivamente, como responsáveis pelo palácio. Apesar de a situação se ter mantido estável durante os anos que se seguiram, em 1928 os bens da família Cook em Sintra foram postos à venda. A aquisição do palácio pelo Estado em 1949 conferiu-lhe a recuperação de algumas áreas que tinham sofrido o efeito do abandono após o palácio ter sido posto à venda.

Jardins do Palácio de Monserrate

Informação Geral

Morada: Parque de Monserrate, 2710-405 Sintra

Horário: Até 27 de Outubro de 2018: 09h30 às 19h00 (última entrada às 18h30)

Email: info@parquesdesintra.pt

Telefone: (+351) 219 237 300

Website: Parques de Sintra

Transporte: Autocarro 145 Scotturb

Mapa

Cronologia

→ 1789: Gerard de Visme arrenda a Quinta de Monserrate
→ 1794: William Beckford arrenda a Quinta de Monserrate
→ 1812: Lord Byron menciona a quinta no seu Childe Harold’s Pilgrimage
→ 1856: Francis Cook adquire a propriedade
→ 1901: Frederick Cook sucede a Francis Cook
→ 1920: Herbert Cook sucede a Frederick Cook
→ 1949: Aquisição do palácio pelo Estado

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