Palácio do Marquês de Pombal

Palácio do Marquês de Pombal

O Palácio do Marquês de Pombal, localizado em Oeiras, é um palácio inserido numa quinta de recreio, constituída pelo Palácio, Jardins, Casa da Pesca, Cascatas e Adega, que demonstram a personalidade de Sebastião José de Carvalho e Melo, Marquês de Pombal e Conde de Oeiras, que procurou criar aqui um espaço cultural. Para além de recreio, a quinta também detinha uma componente produtiva que davam um elevado rendimento, dado que nos seus 200 hectares eram obtidos azeite, vinho, frutas e cereais.

A construção do palácio

O processo de edificação do Palácio teve início em 1676, quando o avô paterno de Marquês de Pombal adquiriu as primeiras terras em Oeiras. Assim, no início do Século XVIII, Paulo de Carvalho e Ataíde, o tio paterno de Marquês de Pombal, mandou construir um solar no local onde se situa o Palácio, e definiu o Morgadio de Oeiras com testamento a Sebastião José de Carvalho e Melo. Dado que em 1737, o tio paterno de Marquês de Pombal faleceu, este empenha-se na obra de construção do Palácio, a que se anexam as terras envolventes, após o falecimento da sua 1ª mulher em 1739, visto que esta era a proprietária.

A construção do Palácio foi iniciada em 1740, e após 1759 as obras e decoração têm um impulso quando o Marquês de Pombal recebeu o título de Conde de Oeiras. Esta área da Quinta do Palácio do Marquês de Pombal é atravessada pela Ribeira da Lage, em que se desenvolve à sua volta os diferentes espaços que se relacionam e que revelam na arquitetura e decoração o poder e prestígio do Marquês de Pombal.

Características

O edifício do Palácio é constituído por dois corpos, onde no principal de planta retangular se acede por um pátio e une-se ao outro de planta triangular através da capela. É possível observar no interior e exterior do palácio todo o revestimento de azulejos de origem que se mantém conservado, em que se destacam os do andar nobre da fachada sul, que se encontram revestida de azulejos de diversos motivos decorativos. No interior do edifício, também há diversos elementos a destacar, tais como a azenha integrada na fachada sul, o Fogão de Sala da Casa Fourdinois na sala de entrada, os tectos de estuque relevado da segunda metade do Século XVIII e a capela dedicada a Nossa Senhora das Mercês.

Fotografia do relvado do jardim do Palácio do Marquês de Pombal, em Oeiras
Bosc d'Anjou from Portugal, Wikimedia Commons

Nos jardins que prolongam a área do Palácio são também existentes diversos elementos que se destacam, como a escadaria totalmente revestida de azulejos que ilustram episódios da mitologia greco-romana, bustos de mármore, peças de estatuária e diversos muretes. Também é possível visitar a Adega do Palácio do Marquês de Pombal, que foi construída no Século XVIII e requalificada recentemente.

Anos recentes

Em 1939, a propriedade na posse dos descendentes dos marqueses de Pombal foi adquirida por Artur Brandão, bem como foi vendido o seu recheio, sendo classificada como Imóvel de Interesse Público em 1940 e como Monumento Nacional em 1953. Em 1962, a Fundação Calouste Gulbenkian adquiriu Palácio e Jardins e a Estação Agronómica Nacional os terrenos. No entanto, em 2003, a Câmara Municipal de Oeiras ao ter em conta o valor patrimonial e histórico deste espaço, efetua a sua aquisição para aí instalar a sua sede e desenvolver diversas atividades abertas ao público.

Esculturas do jardim do Palácio do Marquês de Pombal, em Oeiras
Hugo Henrique, Wikimedia Commons

Informação Geral

Morada: Largo Marquês de Pombal, 2780-501 Oeiras

Horário: Terça-feira a Domingo das 10h00 às 18h00 | Jardins abertos todos os dias das 9h00 às 18h00, e de 1 de Maio a 30 de Setembro até às 21h00 | Encerrado: Palácio e Adega encerrados à segunda-feira. Palácio, Adega e Jardins em 1 de Janeiro, 25 de Dezembro e Domingo de Páscoa

Email: servicoeducativo.palacio@cm-oeiras.pt

Telefone: (+351) 214 430 799

Website: Câmara Municipal de Oeiras

Transporte: Autocarros 106, 111, 112, 115, 122 (Vimeca) e 471 (Scotturb) | Comboios Linha de Cascais – Estação de Oeiras (CP)

Mapa

Cronologia

→ 1737: Falecimento do arcipreste da Sé Patriarcal de Lisboa, responsável pela instituição do morgadio que se encontra na origem da propriedade e do palácio
→ 1739: Falecimento de D. Teresa de Noronha, a primeira mulher do futuro conde de Oeiras e marquês de Pombal, que pode incorporar terrenos da esposa, contíguos à propriedade de Oeiras
→ 1740: Início da construção do Palácio
→ 1755 a 1765: Decoração do interior do palácio e dos jardins
→ 1759: Em 7 de Julho D. José I eleva Oeiras à categoria de Vila e em 13 de Julho por Carta Régia passa a Concelho
→ 1760: Arranjo arquitetónico do largo junto ao Palácio
→ 1762: Conclusão da capela
→ 1770: Execução da Cascata da Taveira
→ 1774: Redecoração da Sala de Jantar
→ 1939: Aquisição da propriedade por Artur Brandão e venda do recheio
→ 1940: Classificação como Imóvel de Interesse Público
→ 1962: Aquisição do Palácio e Jardins pela Fundação Calouste Gulbenkian e dos terrenos pela Estação Agronómica Nacional
→ 1979: Instalação da sede do Instituto Nacional de Administração
→ 2003: Câmara Municipal de Oeiras adquire o Jardim à Fundação Calouste Gulbenkian
→ 2004: Câmara Municipal de Oeiras adquire o Palácio à Fundação Calouste Gulbenkian, e efetua obras de recuperação dos Jardins

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