Palácio dos Marqueses de Fronteira

Palácio dos Marqueses de Fronteira

O Palácio dos Marqueses de Fronteira, com a construção iniciada em 1667 por iniciativa de D. João de Mascarenhas, 1º Marquês de Fronteira, foi a residência de campo dos marqueses de Fronteira e destaca-se pela sua harmonia, proporção das formas e riqueza decorativa, sendo um dos mais notáveis núcleos solarengos de Portugal. Neste sentido, evidencia-se a os mármores, a pintura marmoreada, os estuques e os lambris de azulejos historiados e alegóricos, como também é de destacar os jardins, a escadaria, a capela, o pátio de honra, as galerias, o pórtico brasonado e o vestíbulo. A área onde se situa o palácio é classificada como monumento nacional, espaço que integra o palácio, jardins, horta e mata dos marqueses de Fronteira.

Palácio dos Marqueses de Fronteira
Bosc d'Anjou, Wikimedia Commons

Este palácio é constituído pelo corpo principal, ao qual foi construída uma nova ala adjacente no século XVIII, tinha como objetivo inicial destinar-se a uma residência de verão, no entanto após o terramoto de 1755 foi convertido a residência permanente devido à destruição da residência dos marqueses de Fronteira.

Apresenta uma arquitetura residencial, maneirista e barroca, sendo um exemplar de quinta de recreio seiscentista, em que o edifício do palácio se integra com o jardim, hortas, pomares e uma mata. Este é um conjunto de uma fase de transição estilística, em que coexistem situações tardo-maneiristas e barroca, e de uma fase de transição cromática, existindo uma transição gradual da policromia dos painéis para uma bicromia.

Jardins do Palácio dos Marqueses de Fronteira
bm.iphone, Wikimedia Commons

Deste modo, é disponível um espólio representativo da azulejaria portuguesa do último terço do século XVII, com uma vasta diversidade de soluções decorativas que se relacionam com a arquitetura, de destacar também os embrechados e revestimento de azulejos.

O edifício está em organizado em 3 corpos de 2 pisos, onde a partir da dupla escadaria de aparato que liga o átrio ao andar nobre se acede a uma galeria/terraço e no topo se encontra a capela. É possível visitar no seu interior o vestíbulo e escadaria, a Sala das Batalhas (salão nobre), a Sala dos Painéis, o Quarto de Aparato (sala de estar), a biblioteca e a lógia com vista para o jardim grande.

Jardins do Palácio dos Marqueses de Fronteira
Bosc d'Anjou, Wikimedia Commons

Informação Geral

Morada: Largo de São Domingos de Benfica, 1, 1500-554 Lisboa

Horário: Visitas de Junho a Setembro: 2ª a Sábado às 10h30, 11h00, 11h30 e 12h00 | Visitas de Outubro a Maio: 2ª a Sábado às 11h00 e 12h00.

Email: fcfa-cultura@fronteira-alorna.pt

Telefone: (+351) 217 784 599

Website: Palácio Fronteira

Transporte: Autocarro 770 (Carris)

Mapa

Cronologia

→ 1584: Data de uma inscrição visível na capela, pelo que se poderá inferir como anterior à construção do corpo principal do palácio
→ 1667: Início da construção do Palácio por iniciativa de D. João de Mascarenhas, 1º Marquês de Fronteira
→ 1671-1672: Inauguração do palácio, como residência sazonal
→ 1678: Conclusão da construção do palácio
→ 1755: Reconstrução e ampliação do palácio após o terramoto
→ 1755: Palácio convertido a residência permanente dado que a residência dos marqueses de Fronteira ficou destruída com o terramoto
→ Século XVIII: Construída uma nova ala adjacente ao palácio e realizada uma redecoração
→ Século XIX: Alteração ao jardim grade, jardim de Vénus, plantadas novas espécies, fecho de diversas lógias e pintura exterior do edifício

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