Palácio Nacional da Ajuda

Palácio Nacional da Ajuda

O Palácio Nacional da Ajuda, situa-se no Alto da Ajuda e é um edifício neoclássico da primeira metade do século XIX que iniciou a sua construção em 1795, com previsão de estar concluída em 2020. É um antigo palácio real e monumento nacional, que dispõe de importantes coleções de artes decorativas dos séculos dos séculos XVIII e XIX, tais como cerâmica, escultura, fotografia, gravura, mobiliário, ourivesaria, pintura, tapeçaria e vidro. Este é um palácio que surpreende pela sua beleza e é o único palácio visitável em Lisboa que mantém a disposição e decoração da de acordo com o século XIX.

A família real portuguesa estabeleceu o palácio como residência oficial a partir do reinado de D. Luís I até ao final da monarquia. Neste período, após 1862 o palácio sofre uma renovação com a rainha D. Maria Pia de Sabóia, com a alteração da disposição e decoração das salas de modo a se ajustarem às normas de conforto e higiene da segunda metade do século XIX.

A sua origem advém da necessidade de construção de um novo palácio após a família real sobreviver ao terramoto de 1755, dado que se encontrava na zona de Belém/Ajuda, e tal contribui para a seleção do local onde edificar o novo palácio. Inicialmente foi construído o Paço de Madeira – Real Barraca, em que a sua construção era de madeira e foi possível de habitar desde 1761, no entanto foi consumida por um incêndio em 1794 e na sequência desse acontecimento foi iniciada em 1795 a construção de um edifício definitivo.

As obras de construção do palácio são suspensas em 1809 em consequência da fuga da corte para o Brasil em 1807 e da falta de recursos financeiros. Em 1821 a corte regressa do Brasil e a partir desta data utiliza o palácio para cerimónias protocolares. A partir de 1826 o palácio é pela primeira vez utilizado como residência pela Infanta D. Isabel Maria, em que 2 anos depois também D. Miguel selecionou este palácio como residência oficial da corte. Dada esta decisão, a partir de 1861 o palácio recebe novas obras de melhoria e após 1862 com o casamento do rei com D. Maria Pia é efetuada uma nova disposição e decoração das salas.

Desde essa data o palácio aumentou a sua utilização, sendo que para além do quotidiano familiar, em que nasceram neste espaço D. Carlos e D. Afonso, também se tornou um local para reunir o conselho de estado e se realizar cerimónias de corte, grandes bailes, banquetes e receções oficiais.

Em 1910, encerrou-se o palácio dado o acontecimento da instauração da República e exílio da família real. O palácio apenas voltou a abrir ao público como museu em 20 de Agosto de 1968, mantendo o ambiente e coleções existentes no século XIX, sendo nos últimos anos procurado restaurar as salas para se encontrarem o máximo possível de acordo com essa data. Ainda atualmente o palácio mantém a sua importância como local para realizar as cerimónias protocolares de representação do Estado.

Sala do Despacho no Palácio Nacional da Ajuda
Dguendel, Wikimedia Commons

Informação Geral

Morada: Palácio Nacional da Ajuda, Largo da Ajuda, 1349-021 Lisboa

Horário: Quinta-feira a Terça-feira: 10h00 às 18h00 (Salas começam a encerrar a partir das 17h45) | Encerrado: Quarta-feira, 1 de janeiro, domingo de Páscoa, 1 de maio, 13 de junho, 24 e 25 de dezembro

Email: geral@pnajuda.dgpc.pt

Telefone: (+351) 213 637 095 | (+351) 213 620 264

Website: Palácio da Ajuda

Transporte: Autocarros 18, 729, 732, 742 e 60 (Carris)

Mapa

Cronologia

→ 1755-11-01: Família real resguarda-se numa construção de madeira, junto ao Palácio dos Condes de Óbidos, devido ao terramoto
→ 1756: Ordem para construir um paço de madeira no Alto da Ajuda
→ 1761-09-20: Concluída a construção do Paço de Madeira
→ 1794-11: Incêndio destrói o Paço de Madeira – Real Barraca, onde apenas se salva a biblioteca e a igreja, pelo que se determina a construção de edifício definitivo
→ 1795-07-17: Início dos trabalhos de construção e é lançada a primeira pedra em 9 de Novembro
→ 1809: Paragem das obras devido às invasões francesas e da fuga da família real para o Brasil em 1807
→ 1813: Obras de construção são retomadas
→ 1826: Primeira utilização do palácio como residência régia por infanta D. Isabel Maria, que propõe a redução do projeto a um terço do inicial
→ Século XIX: Família real utiliza o palácio como residência
→ 1829: Corte muda para Queluz e obras abrandam o ritmo, tendo também ruído a ala norte
→ 1833: Suspensão das obras pelo Regime Liberal
→ 1834: D. Pedro IV tenta acabar as obras do palácio mas sem sucesso
→ 1862-04-16: Instalação da casa real no local
→ 1863-09-28: Nasce o rei D. Carlos na Sala Verde do palácio
→ 1910: Cessam os trabalhos de construção, com o palácio a ficar incompleto
→ 1910-06-16: Declarado Monumento Nacional
→ 1934: Definição da elaboração de um projeto para concluir o edifício, que se inicia em 1935, no entanto foi abandonado devido às verbas envolvidas
→ 1944: Elaboração de novo projeto
→ 1956: Elaboração de novo projeto para o palácio e realização de um estudo de complemento do palácio
→ 1974: Incêndio destrói grande parte da ala norte
→ 1989: Realização de projeto para finalizar o palácio e o unir ao Jardim das Damas
→ 2018: Iniciadas as obras para conclusão do palácio, que estão previstas finalizar no primeiro trimestre de 2020

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