Palácio Nacional da Pena

Palácio Nacional da Pena

Mandado construir em durante o século XIX por D. Fernando II, marido da rainha D. Maria II, este magnífico palácio é um dos ícones mais conhecidos e um dos pontos turísticos mais visitados na Serra de Sintra e em Portugal. O palácio é como uma miscelânea de estilos arquitetónicos como o neomourisco, neomanuelino e neogótico, apresentando ainda motivos artísticos indianos, conferindo-lhe uma magnífica beleza estética.

Palácio da Pena
Singa Hitam, Wikimedia Commons

A construção do palácio foi feita apenas com fundos de D. Fernando II, que com a sua sensibilidade para com os antepassados de Portugal, queria captar toda a sua essência e transformá-la numa obra sem precedentes. A compra da propriedade onde hoje se encontra instalado o palácio deu-se em 1838, estando na altura ocupado pelo Convento da Pena. A igreja construída durante o reinado de D. João II foi mais tarde transformada em convento quando se deu a sua reconstrução a mando de D. Manuel I. Nesta época o convento foi doado à Ordem de S. Jerónimo que aqui permaneceu até à extinção das ordens religiosas que se deu em 1834.

O abandono do convento aquando da extinção das ordens religiosas fez com que este apresentasse um mau estado de conservação nos anos que se seguiram. Com a compra da propriedade por D. Fernando II em 1838, deu-se a remodelação do espaço, mantendo-se a estrutura do claustro, da capela e da torre sineira provenientes do antigo convento. Deu-se também a construção do palácio novo, contíguo ao antigo convento (palácio antigo), sendo que a obra demorou menos de 10 anos a ser concluída.

Ao mesmo tempo que as obras iam decorrendo na estrutura do palácio, o Parque da Pena também ia ganhando a sua dimensão, sendo que na altura foram importadas árvores de outros países garantindo assim a beleza e diversidade que o parque ainda apresenta nos dias de hoje.

Palácio da Pena
FlyingCrimsonPig, Wikimedia Commons

Apesar de a construção do palácio propriamente dito ter sido relativamente rápida, D. Fernando II e a sua mulher D. Maria II nunca chegaram a pernoitar aqui, sendo que à data da morte da rainha, em 1853, ainda estavam em execução algumas obras no edifício. A morte da rainha, que de certa forma foi uma das inspirações para a construção do Palácio da Pena, deixa D. Fernando II arrasado, tendo habitado posteriormente na zona do palácio velho, reservando a área do palácio novo para os hóspedes.

A morte de D. Fernando II em 1885 faz com que o Palácio da Pena seja herdado pela sua então mulher, a Condessa de Edla. O palácio manteve-se como sua propriedade até 1890, ano em que se dá a sua venda ao Estado. Apesar da venda da propriedade, a condessa manteve com o usufruto do chalé e dos jardins do parque.

Nos anos que se seguiram, o Palácio da Pena foi habitado com frequência pela família real, e mesmo após o regicídio de 1908 serviu de retiro para a rainha D. Amélia e para o seu filho, D. Manuel II. A implantação da república em 1910, que marcou o fim do regime monárquico em Portugal, trouxe também uma nova vida ao palácio, passando de residência real a museu, sendo designado de Palácio Nacional da Pena.

Interior do Palácio da Pena
Dguendel, Wikimedia Commons

Informação Geral

Morada: Estrada da Pena, 2710-609 Sintra

Horário: Até 27 de Outubro: 09h45 às 19h00 (última entrada às 18h30)

Email: info@parquesdesintra.pt

Telefone: (+351) 219 237 300

Website: Parques de Sintra

Transporte: Autocarro 434 Scotturb

Mapa

Cronologia

→ Século XV: Construção da Igreja de Nossa Senhora da Pena
→ Século XVI: Doação à Ordem de S. Jerónimo e construção do convento
→ 1838: Compra da propriedade por D. Fernando II
→ 1853: Morte de D. Maria II
→ 1869: Casamento de D. Fernando II com Elise Hensler (Condessa de Edla)
→ 1885: Morte de D. Fernando II
→ 1890: Estado compra a propriedade
→ 1908: Regicídio e retiro da rainha e do seu filho
→ 1910: Conversão em museu

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