Palácio Nacional de Mafra

Palácio Nacional de Mafra

O Palácio Nacional de Mafra, construído entre 1717 e 1744 por ordem de D. João V para cumprir um voto de sucessão, é um conjunto arquitetónico barroco constituído por um Paço Real, uma Basílica e um Convento. É o mais importante monumento do barroco em Portugal, em que foi utlizado na sua construção a pedra lioz da região, e ocupa 38.000m com 1.200 divisões e uma fachada de 220 metros de extensão.

É também existente no palácio uma biblioteca única do século XVIII com 38.000 volumes, coleções de escultura italiana, coleções de pintura italiana e portuguesa, dois carrilhões compostos por 92 sinos, seis órgãos históricos e um hospital do século XVIII, sendo que a construção deste palácio foi possível devido ao fluxo de ouro do Brasil.

A edificação do palácio destaca-se principalmente como uma demonstração de poder do Império Português e de legitimação da Casa de Bragança, em que nesse período de construção foram elaborados novos projetos para dar resposta aos diversos aumentos que ocorreram face ao projeto inicial.

No seu projeto inicial foi definido como um convento para apenas 13 frades, no entanto os aumentos efetuados resultaram num edifício de grandes dimensões e com todas as condições necessárias para a vida de mais de 300 frades da Ordem de S. Francisco e da corte. Apesar de não ser a residência habitual da família real, era frequentemente visitado pelos reis, que aqui se dirigiam para festas religiosas ou caçar na tapada.

O palácio apresenta uma planta poligonal constituída por duas grandes áreas retangulares, a principal a oeste onde se situa o paço real e a basílica e uma outra a este onde se localiza o antigo palácio dos infantes e o convento. A fachada principal tem orientação a oeste e é simétrica a partir da basílica, que tem uma posição central e através da sala da bênção une o palácio do rei que se encontra a norte com o da rainha que se situa a sul, sendo que esta fachada ainda é composta nas suas extremidades por dois grandes torreões monumentais.

Capela do Palácio Nacional de Mafra
Concierge.2C, Wikimedia Commons

No palácio é possível observar a Sala de Diana, a Sala do Trono, o Torreão Norte, a Galeria Principal, a Sala das Descobertas, a Sala dos Destinos, a Sala da Benção, a sala dos Camaristas, o Torreão Sul, o Oratório Sul, a Sala de D. Pedro V, a Sala de Jogos, a Sala de Caça, a Sala de Jantar, a Sala Grandes dos Frades, a Cela Fradesca, o Campo Santo e a Enfermaria, bem como um conjunto de coleções de cerâmica, escultura, ourivesaria, metais, mobiliário, pintura e têxteis.

Biblioteca do Palácio Nacional de Mafra
joselomba, Wikimedia Commons

Informação Geral

Morada: Terreiro D. João V, 2640-492 Mafra, Portugal

Horário: Quarta-feira a Segunda-feira: 09h30 às 17h30 (Última entrada 16h45) | Encerrado: Terças-feiras, 1 de janeiro, Domingo de Páscoa, 1 de maio, Quinta-feira da Ascensão/Espiga (Feriado Municipal) e 24 e 25 de dezembro

Email: geral@pnmafra.dgpc.pt

Telefone: (+351) 261 817 550

Website: Palácio Nacional de Mafra

Transporte: Autocarros com partidas da Ericeira, Sintra e Lisboa-Campo Grande (Mafrense)

Mapa

Cronologia

→ 1707: Visconde de Vila Nova da Cerveira, donatário de Mafra continua os esforços do seu antecessor para fundar um cenóbio franciscano
→ 1711: D. João V efetua um voto de erguer um cenóbio franciscano dedicado a Santo António na vila de Mafra e concede licença que que se erga um cenóbio
→ 1712: D. João V insatisfeito com as propostas existentes visita Mafra para escolher o local para o edifício e adquire os terrenos para o mesmo
→ 1716: Início dos trabalhos de construção com a abertura dos alicerces
→ 1717-11: Lançamento da primeira pedra, em cerimónia presidida pelo cardeal patriarca de Lisboa e com a presença do rei e da Corte
→ 1718-04-26: Lavrada escritura com o mestre-pedreiro milanês Carlos Baptista Garvo para a obra do convento e igreja
→ 1723: Ao plano inicial são definidas grandes alterações desde o lançamento da primeira pedra
→ 1728-09: Início da construção dos alicerces para o cenóbio, os trabalhos da igreja estão adiantados e desenvolvidos trabalhos no aqueduto para levar água a Mafra
→ 1729: São aceleradas as obras dada a proximidade da data escolhida para a sagração da basílica, que ocorreu em 22 de Outubro de 1730
→ 1744: Conclusão das obras, existindo diversos detalhes por terminar
→ 1750: Celebração das exéquias fúnebres de D. João V na basílica
→ 1770: Papa Clemente XIV determina a ocupação do convento de Mafra por comunidade de cónegos regrantes de Santo Agostinho
→ 1771: Cónegos regrantes de Santos Agostinho encomendam a conclusão da obra da biblioteca
→ 1792: Conclusão da instalação da biblioteca e em 12 de Maio D. Maria I determina o abandono dos agostinhos e regresso dos arrábidos ao convento
→ 1806 – 1807: O Palácio é utilizado como residência real principal de D. João VI
→ 1833: Fuga da comunidade religiosa dada a aproximação das tropas liberais
→ 1834: Convento de Mafra é incorporado na Fazenda Nacional dada a extinção das ordens religiosas
→ 1907-01-17: O Convento de Mafra é classificado como Monumento Nacional
→ 1910-06-23: Classificação da basílica como Monumento Nacional
→ 1910-10-04: D. Manuel II passa a última noite em Portugal no torreão sul do palácio
→ 1910-10-05: Nacionalização do palácio pelo regime republicano
→ 1911-05-14: Aberto ao público um primeiro núcleo expositivo do Palácio Nacional de Mafra
→ 2017-11-17: Entrega de dossier de candidatura à lista indicativa do Património Mundial, no âmbito das comemorações do início da construção
→ 2018-03-28: Abertura do processo de classificação do Real Edifício de Mafra – Palácio, Basílica, Convento, Jardim do Cerco e Tapada

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