Palácio Nacional de Queluz

Palácio Nacional de Queluz

O Palácio Nacional de Queluz é um dos exemplos mais significativos da arquitetura palaciana em Portugal. A mistura de estilos barroco, rococó e neoclassicismo, juntamente com os seus jardins, garantem-lhe uma beleza e harmonia paisagística. No seu interior pode-se visitar múltiplos espaços de importância histórica, como é o caso da sala do trono, a sala da música, e ainda os aposentos de vários membros da Família Real. No seu exterior, os seus magníficos jardins podem ser visitados, e apresentam diversos pontos de interesses, entre os quais a escadaria Robillion, o jardim botânico, e ainda o lago das medalhas e a fonte de Neptuno.

A história do Palácio Nacional de Queluz remonta ao século XVI, altura em que D. Cristóvão de Moura participou na agregação de Portugal e dos seus territórios à coroa espanhola. Esta parceria conferiu-lhe a cedência destes terrenos por parte da coroa espanhola, tendo sido posteriormente utilizados para a construção de uma casa de campo, e mais tarde uma quinta de recreio pelo seu filho, D. Manuel de Moura.

Após a Restauração da Independência, a família real confisca todos os bens a D. Manuel de Moura devido à sua associação e do seu pai à corte espanhola. Assim, a casa de campo de Queluz passou para a posse da família real, tendo sido incorporada na Casa do Infantado em 1654.

Palácio Nacional de Queluz
Jean-Michel Brunet, Wikimedia Commons

Em 1747, a mando de D. Pedro III, são iniciadas uma série de obras de ampliação da casa de campo para que esta possa servir de residência real, dando-se portanto o início da construção do palácio propriamente dito. Aquilo que seria um espaço a ser utilizado durante o Verão, tornou-se num amplo complexo capaz de albergar a família real, tendo-se construído a sala do trono e a casa da ópera. Este período foi marcado por um constante clima de festa e de sofisticação, impulsionado pelas celebrações religiosas e de aniversários, para além de diversas atividades lúdicas que aqui eram realizadas.

Com o incêndio na Real Barraca da Ajuda, o palácio passa a servir de residência oficial da Família Real Portuguesa a partir de 1794, tendo sido realizadas diversas modificações a nível de espaços interiores e construção de novos edifícios para acomodar a corte. Nos anos que se seguiram, o palácio serviu como residência oficial da Família Real, tendo sido abandonado durante o reinado de D. João VI, quando a família fugiu para o Brasil para evitar as invasões francesas que se avizinhavam.

Com o regresso da família real a Portugal, o palácio volta a ser habitado pela infanta D. Maria Francisca Benedita e pela rainha Carlota Joaquina, mulher do rei D. João VI. Mais tarde D. Miguel também viveu aqui durante o período da guerra civil que o opôs ao seu irmão D. Pedro IV. O mesmo D. Pedro IV habitou no palácio após o seu irmão ter sido a abdicar do trono, tendo vindo a falecer nos seus aposentos, o quarto D. Quixote.

Em 1908, dá-se a cedência do palácio por D. Manuel II à Fazenda Nacional, tendo sido classificado como Monumento Nacional em 1910. Mais tarde, em 1934, dá-se um grande incêndio que destrói parcialmente o palácio, o que motivou a realização de grandes obras de reconstrução e restauro, tendo sido aberto ao público em 1940.

Informação Geral

Morada: Largo Palácio de Queluz, 2745-191 Queluz

Horário: Até 27 de Outubro de 2018: 9h00 às 19h00 (última entrada às 18h00)

Email: comunicacao@parquesdesintra.pt

Telefone: (+351) 219 237 300

Website: Parques de Sintra

Transporte: Autocarro nº 25 (Vimeca) | Autocarro nº 101, 106 (Vimeca) – 1 km a pé | Comboio Estação Queluz-Belas (CP) – 1 km a pé

Mapa

Cronologia

→ 1642: Bens são confiscados a D. Manuel de Moura
→ 1654: Incorporação na Casa do Infantado
→ 1747: Início da construção do palácio
→ 1794: Residência oficial da Família Real Portuguesa
→ 1807: Partida da família real para o Brasil
→ 1908: Cedência do palácio por D. Manuel II à Fazenda Nacional
→ 1910: Classificação como Monumento Nacional
→ 1934: Incêndio destrói parcialmente o palácio

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