Panteão Nacional

Panteão Nacional

O Panteão Nacional, também conhecido pela sua original designação Igreja de Santa Engrácia, é um monumento dedicado a preservar a memória de diversas personalidades de máxima importância na qualidade de serviço prestado ao país, seja este de teor político, militar, artístico ou em defesa dos valores civilizacionais. Aqui encontram-se memoriais de homenagem ao Infante D. Henrique, Pedro Álvares Cabral, Luís Vaz de Camões, Vasco da Gama, Afonso de Albuquerque e Nuno Álvares Pereira, bem como os restos mortais de diversas ilustres personalidades portuguesas.

As obras de Santa Engrácia

A história do Panteão Nacional está evidentemente relacionada com a história da Igreja de Santa Engrácia. Inicialmente, a ideia de construir a igreja surgiu na segunda metade do século XVI, tendo sido escolhido o local de um antigo templo para a sua construção. O início da construção deu-se por volta de 1570 e prolongou-se pelos séculos seguintes, originando a expressão “obras de Santa Engrácia”, utilizada na linguagem corrente quando se refere a algo que demora muito a acontecer. A verdade é que a construção da igreja esteve amaldiçoada desde 1630, altura em que um cristão-novo de seu nome Simão Pires Solis foi acusado de ter roubado o relicário de Santa Engrácia. Como consequência, foi preso e condenado à morte na fogueira, e, enquanto as chamas lhe consumiam gritou que era tão certo morrer inocente como as obras nunca mais acabarem. O que é certo é que as obras sofreram diversos contratempos ao longo dos séculos seguintes, tendo apenas sido concluídas em 1966.

Interior do Panteão Nacional
Alegna13, Wikimedia Commons

As obras da igreja continuaram nos anos que se seguiram ao incidente, mas em 1681 sofreu danos severos na sua estrutura, consequência de um temporal. Os danos graves implicaram a demolição da restante estrutura e reedificação de uma nova igreja, tendo sido a primeira pedra lançada por D. Pedro em 1682. Apesar da aparente maldição, a Igreja de Santa Engrácia manteve-se sólida aquando do terramoto de 1755, tendo-se registado apenas alguns danos menores.

Ocupação militar e conclusão das obras

A partir de 1834, como consequência da extinção das ordens religiosas, a Igreja de Santa Engrácia passa para o domínio militar, tendo ainda sido adaptada para servir de fábrica de armamento e mais tarde a oficina de fabrico de calçado. Apesar de inacabada, é considerada como monumento nacional em 1910, e mais tarde adaptada a Panteão Nacional em 1916. As obras são apenas concluídas em 1966, recebendo os restos mortais de diversas personalidades anteriormente sepultadas na Sala do Capítulo do Mosteiro dos Jerónimos.

Interior do Panteão Nacional
Alegna13, Wikimedia Commons

Hoje em dia, e apesar da maldição de Simão Solis, o Panteão Nacional é um dos monumentos de visita obrigatória para quem se desloca a Lisboa, não só pela importância histórica das personalidades que ali se encontram sepultadas, como também pela beleza arquitetónica que o edifício apresenta.

Informação Geral

Morada: Panteão Nacional/Igreja de Santa Engrácia, Campo de Santa Clara, 1100-471 Lisboa

Horário: Outubro a Março: 10h00 às 17h00 (última entrada às 16h40) | Abril a Setembro: 10h00 às 18h00 (última entrada às 17h40) | Encerrado: Segundas-feiras, 1 de janeiro, Domingo de Páscoa, 1 de maio, 13 de junho e 24 e 25 de dezembro

Email: geral@panteao.dgpc.pt

Telefone: (+351) 218 854 820

Website: Panteão Nacional

Transporte: Autocarro 712, 728, 734, 735, 704, 745, 759, 781, 782 (Carris) | Linha Azul – Estação de Santa Apolónia – 600 metros a pé

Mapa

Cronologia

→ 1570: Início da construção da Igreja de Santa Engrácia
→ 1630: Incidente de Simão Solis
→ 1681: Danos graves na estrutura
→ 1682: Reedificação da igreja
→ 1755: Terramoto
→ 1834: Extinção das ordens religiosas
→ 1910: Classificação como monumento nacional
→ 1916: Adaptação a Panteão Nacional
→ 1966: Conclusão da construção

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