Parque do Monteiro-Mor

Parque do Monteiro-Mor

O Parque do Monteiro-Mor é um parque botânico com uma área de 11 hectares, situado no Lumiar, anexo ao Museu Nacional do Traje e ao Museu Nacional do Teatro e da Dança. Desde a sua criação foi registada uma diversidade botânica, em que se encontrava espécies tropicais e aves exóticas, conforme o gosto de colecionador e naturalista do primeiro proprietário. Ao longo dos anos existe a preocupação de manter as características e aumentar a diversidade botânica do parque, com possibilidade de conhecer os jardins, prados, hortas, pomar, roseiral e o pinhal.

A criação do espaço

De origem no Século XVIII, o projeto de criação deste espaço é atribuído a Domingos Vandalli, em que uma ribeira atravessa o parque botânico, a céu aberto no troço inicial e depois em troço encanado, o que permitiu a construção de grandes socalcos para criar uma plataforma onde se instala o palácio.

Fotografia do Parque do Monteiro-Mor, junto ao Museu Nacional do Traje e ao Museu Nacional do Teatro e da Dança
Museu Nacional do Traje, Wikimedia Commons

No Século XIX, quando a Família Palmela adquiriu o espaço onde se encontra inserido o parque botânico, foi decidido continuar o seu desenvolvimento visto que as suas características eram consideradas diferenciadoras. Este desenvolvimento do parque botânico também continuou quando foi adquirido pelo Estado, em 1975, com a realização da sua recuperação e adaptação, aumento da diversidade botânica e manutenção das características do jardim, pomar, horta, prados, roseiral e pinhal.

Características do parque

Este espaço verde de recreio é reconhecido pela sua vasta e notável diversidade de árvores e arbustos, com destaque para o porte e idade da primeira araucária conhecida em Portugal e para os dois plátanos gigantes que foram plantados em 1842. As condições existentes no local e a presença de um microclima favorecem o desenvolvimento da vegetação e a criação de um ambiente luxuriante pelas espécies aqui existentes e sua disposição.

Fotografia do Parque do Monteiro-Mor, junto ao Museu Nacional do Traje e ao Museu Nacional do Teatro e da Dança
João Carvalho, Wikimedia Commons

É assim possível no Parque do Monteiro-Mor conhecer uma rica e diversa fauna e flora. A flora do parque apresenta uma coleção de mais de 250 espécies botânicas, onde se destacam as ornamentais e florestais, no entanto também é possível observar o desenvolvimento de espécies aromáticas, frutícolas, hortícolas e medicinais. Na fauna existente, destaca-se desde o início do parque as aves e a colónia de morcegos, mas também se encontram o pato-real, a garça, a águia-real, a galinha de água, tartarugas, peixes e salamandras.

Fotografia do Parque do Monteiro-Mor, junto ao Museu Nacional do Traje e ao Museu Nacional do Teatro e da Dança
Museu Nacional do Traje, Wikimedia Commons

Informação Geral

Morada: Largo Júlio de Castilho – Lumiar, 1600-483 Lisboa

Horário: Terça-feira a Domingo: 10h00 às 18h00 (Última entrada às 17h00) | Encerrado: Segundas-feiras, 1 de janeiro, domingo de Páscoa, 1 de maio, 13 de junho, 24 e 25 de dezembro

Email: mntraje@mntraje.dgpc.pt

Telefone: (+351) 217 567 620

Website: Museu Nacional do Traje

Transporte: Autocarros 703, 736 e 796 (Carris) | Linha Amarela – Estação do Lumiar (Metro)

Mapa

Cronologia

→ 1750: Início da plantação do parque botânico, com espécies tropicais e aves exóticas, por Domenico Vandelli
→ 1840: Aquisição da propriedade onde se insere o parque, por D. Domingos de Sousa Holstein Beck, seguindo-se diversos arranjos e construções no espaço
→ 1842: Plantada a primeira árvore de uma espécie indígena da Austrália em Portugal no parque, uma Araucaria heterophylla
→ 1975-09-27: Autorização para a Direcção-Geral da Fazenda Pública adquirir a Quinta do Monteiro-Mor, onde se encontra o jardim botânico e a zona verde com 11 hectares
→ 1977: Abertura do jardim botânico ao público
→ 1981: Construção de albufeiras e pontões para reter as águas do ribeiro
→ 1983: Criação da rede de caminhos e instalação do roseiral
→ 1981 a 1987: Plantação de diversas espécies oferecidas, tais como, plátanos, sobreiros, pinheiros, choupos, castanheiros da Índia, freixos, escalónias, medronheiros, entre outras
→ 1984: Criação de uma área com plantas medicinais
→ 2003: Início de um programa de valorização do Parque do Monteiro-Mor pelo Museu Nacional do Traje

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