Reservatório Mãe d’Água das Amoreiras

Reservatório Mãe d’Água das Amoreiras

O Reservatório da Mãe de Água das Amoreiras encontra-se situado próximo do Largo do Rato e registou as suas obras de construção de 1746 até 1834. Este reservatório teve como função receber e distribuir a água proveniente do Aqueduto das Águas Livres, sendo o depósito final deste aqueduto mandado construir por D. João V em 1728 para garantir o abastecimento de água a Lisboa.

Em 1910 o Reservatório da Mãe de Água das Amoreiras foi classificado como monumento nacional, o qual é constituído também pela Casa das Águas Livres e pela Casa do Registo. O edifício projetado em 1745 passou por três diferentes plantas, no entanto o seu final teve um registo mais simplificado dada a diminuição do número de tanques e da decoração exterior, sendo que no projeto inicial era também previsto mais três arcos e o prolongamento do edifício até à face norte do Largo do Rato.

Ao longo do período de construção a obra sofreu diversas paragens, tendo sido retomada em 1771 para efetuar a sua conclusão em 1834, com modificações face ao plano inicial, tais como a cascata, a cobertura do edifício e nos pilares.

Desde aí o reservatório é um espaço que se manifesta amplo, uno e luminoso, em que a água sai da boca de um golfinho para uma cascata em pedra, que apresenta a característica particular de ter sido obtida nas nascentes do Aqueduto das Águas Livres. Esta cascata está direcionada para um tanque com 5.500 m3 de capacidade e sete metros e meio de profundidade, do qual se elevam os quatros pilares quadrangulares que suportam o tecto de abóbadas de aresta e acima deste o terraço panorâmico onde se avista Lisboa.

ralmonline alm, Wikimedia Commons

Junto ao reservatório, na sua frente ocidental, está situada a Casa do Registo, em que a partir desde local eram controlados os caudais de água que se direcionavam para os chafarizes, fábricas, conventos e casas nobres. Era assim conseguido o objetivo de fazer chegar água até Lisboa, com o Reservatório da Mãe de Água das Amoreiras a assumir a sua importância ao receber a água que percorria um percurso desde a sua nascente em Belas até Lisboa e a partir daqui distribuída nos diversos troços e chafarizes existentes.

Este é um espaço marcante não só pela importância que registou para o abastecimento da água a Lisboa, como também pelo conhecimento que proporciona e pela beleza do espaço, pelo que se integra no Museu da Água e desenvolve visitas livres e guiadas, tendo isto já sido reconhecido com a atribuição em 1990 de Museu Europeu do Ano e o prémio do Conselho da Europa.

Informação Geral

Morada: Praça das Amoreiras 10, 1250-020 Lisboa

Horário: Terça-feira a Domingo: 10h00 às 17h30 | Encerrado para almoço: 12h30 às 13h30.

Email: mda.epal@adp.pt

Telefone: (+351) 218 100 215

Website: Museu da Água

Transporte: Autocarros 706, 709, 711, 727, 738, 758 (Carris) | Linha Amarela – Estação do Rato (Metro)

Mapa

Cronologia

→ Século XVI: Necessidade de garantir o abastecimento de água a Lisboa
→ 1728: Proposta de construção de um aqueduto para abastecer água a Lisboa
→ 1731-05-12: Ordem para início da obra do Aqueduto das Águas Livres
→ 1744-10-30: Corre água pela primeira vez num tanque improvisado nas Amoreiras
→ 1745 – 1747: Realização de obras junto à Casa da Água no Rato
→ 1746 – 1750: Realização das obras da Arca de Água
→ 1748: Água chega a Lisboa e são construídos outros aquedutos, redes de distribuição e 24 chafarizes em Lisboa
→ 1751-09: Mãe de Água das Amoreiras obtém água até à altura imposta
→ 1751-10 – 1759: Realização de diversas obras na Mãe de Água, tanto interiores como exteriores
→ 1770 – 1772: Realização das obras na Casa de Registo
→ 1791: Conclusão das obras da Casa da Água no Rato
→ 1834: Concluídas as obras do Reservatório da Mãe de Água das Amoreiras
→ 1858 – 1864: Construção da galeria do Arco
→ 1919: Pretensão de criar um Museu da Água
→ 1967: Termina a exploração de água do aqueduto e é encerrado o Aqueduto das Águas Livres e o Reservatório da Mãe de Água
→ 1987: Inauguração do Museu da Água, constituído pelos núcleos Aqueduto das Águas Livres, Estação Elevatória dos Barbadinhos, Reservatória da Mãe de Água das Amoreiras e Reservatório do Patriarcal
→ 1987: Museu da Água recebe o Prémio Municipal de Azulejaria
→ 1990: Museu da Água recebe o prémio de Museu Europeu do Ano e prémio do Conselho da Europa

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