Santuário de Nossa Senhora dos Remédios

Santuário de Nossa Senhora dos Remédios

O Santuário de Nossa Senhora dos Remédios, situa-se no alto de um morro adjacente a uma avenida central de Lamego, onde através desta tem início uma escadaria com 686 degraus que termina no Santuário. O Santuário de Nossa Senhora dos Remédios presta veneração a Nossa Senhora dos Remédios, e a sua construção apesar de iniciada no Século XVIII apenas foi totalmente concluída em 1905.

Fotografia do Santuário de Nossa Senhora dos Remédios, em Lamego
Concierge.2C, Wikimedia Commons

A origem

A história do Santuário tem início no Século XIV, quando o Bispo D. Durando construiu no topo do monte uma capela dedicada a Santo Estêvão. Com o passar dos anos, a capela avançou por um estado de degradação até ficar em ruínas, pelo que em 1564, o Bispo D. Manuel de Noronha tomou a iniciativa de ordenar a construção da Capela de Nossa Senhora dos Remédios. Esta Capela foi colocada sob a invocação da Virgem Mãe de Deus, pelo que o Bispo D. Manuel de Noronha solicitou a Roma uma imagem de Nossa Senhora dos Remédios, no entanto também transferiu para a nova capela a antiga imagem de Santo Estêvão.

Assim, foi fomentado o culto a Nossa Senhora dos Remédios, que resultou na necessidade de edificar a Igreja para dar resposta ao aumento dos fiéis que procuravam a proteção de Nossa Senhora dos Remédios.

Fotografia do panorama do Santuário de Nossa Senhora dos Remédios, em Lamego
Pedro, Wikimedia Commons

Foi em 1750 que se lançou a primeira pedra da Igreja que viria a estar concluída em 1761. A construção da totalidade do Santuário é organizada em três principais períodos, em que de 1750 a 1778 foi construído o templo, de 1778 a 1868 a escadaria e de 1868 a 1905 foi efetuada a reconstituição da sacristia nova e velha.

Características do santuário

O acesso ao Santuário de Nossa Senhora dos Remédios através da escadaria monumental construída a partir de 1777, é constituída em diversos lanços e patamares, onde se encontram diversas fontes e esculturas, com uma decoração ao longo da escadaria que incentiva os fiéis e demonstra um programa iconográfico dedicado à Virgem. Nestes patamares, destaca-se a fonte do Pelicano e a existência de dezoito estátuas num dos patamares, que representam os reis e patriarcas da Judeia. Na escadaria também se encontra uma capela, dedicada à Sagrada Família, apesar de um plano com várias capelas que acabou por não se concretizar.

Pátio dos Reis no alto do Santuário de Nossa Senhora dos Remédios, em Lamego
PMRMaeyaert, Wikimedia Commons

A Igreja apresenta uma planta longitudinal onde se encontra presente a nave, a capela-mor e as duas sacristias. No seu interior, tem destaque logo à entrada da nave o túmulo do fundador José Pinto Teixeira, como também há destaque para os painéis de azulejos azuis e brancos, que representam cenas da vida da Virgem, e o retábulo-mor em talha dourada. Na fachada, um destaque para o frontão que foi construído com o objetivo de esconder a passagem entre as torres.

A beleza e impacto deste Santuário são acentuados pela íngreme geologia do Monte de Santo Estevão, bem como do Parque de Santo Estevão que rodeia o local com um denso arvoredo.
Este espaço é uma das igrejas barrocas de peregrinação mais significativas do país, juntamente com o Santuário do Bom Jesus de Braga.

Fotografia do interior do Santuário de Nossa Senhora dos Remédios, em Lamego
PMRMaeyaert, Wikimedia Commons

Informação Geral

Morada: Monte de Santo Estevão, 5100-025 Lamego
Website: Diocese de Lamego
E-mail: curia@diocese-lamego.pt
Telefone: (+351) 254 614 392

Mapa

Cronologia

→ Século XIV: Bispo D. Durando constrói uma capela dedicada a Santo Estêvão
→ 1564: Início da construção da Capela de Nossa Senhora dos Remédios
→ Último quartel do Século XVIII: Início da construção da escadaria
→ 1738 a 1739: Execução do Chafariz dos Remédios
→ 1764 a 1766: Execução do retábulo-mor
→ 1773: Douramento do retábulo-mor
→ 1773: Cruz colocada no frontispício da Igreja
→ 1842: Conclusão da Fonte da Cascata
→ 1857: Decoração da abóbada
→ 1866: Conclusão do último patim das escadas
→ 1868: Incêndio destrói o acervo documental
→ 1869: Conclusão da montagem da Fonte da Sereia
→ 1869: Execução do altar da sacristia nova e do estuque do teto
→ 1870: Execução do estuque do teto da sacristia velha
→ 1871 a 1872: Douramento e restauro do retábulo-mor
→ 1886: Conclusão da torre Sul
→ 1890: Construção do frontão superior que liga as duas torres
→ 1901: Douramento dos retábulos colaterais e púlpito
→ 1905: Conclusão da torre Norte
→ 1907: Construção das grutas
→ 1909: Execução do carrilhão de 18 sinos
→ 1911 a 1913: Execução dos azulejos
→ 1969: Conclusão do escadório novo e da última fonte

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