O Santuário de Nossa Senhora dos Remédios, situa-se no alto de um morro adjacente a uma avenida central de Lamego, onde através desta tem início uma escadaria com 686 degraus que termina no Santuário. O Santuário de Nossa Senhora dos Remédios presta veneração a Nossa Senhora dos Remédios, e a sua construção apesar de iniciada no Século XVIII apenas foi totalmente concluída em 1905.
A origem
A história do Santuário tem início no Século XIV, quando o Bispo D. Durando construiu no topo do monte uma capela dedicada a Santo Estêvão. Com o passar dos anos, a capela avançou por um estado de degradação até ficar em ruínas, pelo que em 1564, o Bispo D. Manuel de Noronha tomou a iniciativa de ordenar a construção da Capela de Nossa Senhora dos Remédios. Esta Capela foi colocada sob a invocação da Virgem Mãe de Deus, pelo que o Bispo D. Manuel de Noronha solicitou a Roma uma imagem de Nossa Senhora dos Remédios, no entanto também transferiu para a nova capela a antiga imagem de Santo Estêvão.
Assim, foi fomentado o culto a Nossa Senhora dos Remédios, que resultou na necessidade de edificar a Igreja para dar resposta ao aumento dos fiéis que procuravam a proteção de Nossa Senhora dos Remédios.
Foi em 1750 que se lançou a primeira pedra da Igreja que viria a estar concluída em 1761. A construção da totalidade do Santuário é organizada em três principais períodos, em que de 1750 a 1778 foi construído o templo, de 1778 a 1868 a escadaria e de 1868 a 1905 foi efetuada a reconstituição da sacristia nova e velha.
Características do santuário
O acesso ao Santuário de Nossa Senhora dos Remédios através da escadaria monumental construída a partir de 1777, é constituída em diversos lanços e patamares, onde se encontram diversas fontes e esculturas, com uma decoração ao longo da escadaria que incentiva os fiéis e demonstra um programa iconográfico dedicado à Virgem. Nestes patamares, destaca-se a fonte do Pelicano e a existência de dezoito estátuas num dos patamares, que representam os reis e patriarcas da Judeia. Na escadaria também se encontra uma capela, dedicada à Sagrada Família, apesar de um plano com várias capelas que acabou por não se concretizar.
A Igreja apresenta uma planta longitudinal onde se encontra presente a nave, a capela-mor e as duas sacristias. No seu interior, tem destaque logo à entrada da nave o túmulo do fundador José Pinto Teixeira, como também há destaque para os painéis de azulejos azuis e brancos, que representam cenas da vida da Virgem, e o retábulo-mor em talha dourada. Na fachada, um destaque para o frontão que foi construído com o objetivo de esconder a passagem entre as torres.
A beleza e impacto deste Santuário são acentuados pela íngreme geologia do Monte de Santo Estevão, bem como do Parque de Santo Estevão que rodeia o local com um denso arvoredo.
Este espaço é uma das igrejas barrocas de peregrinação mais significativas do país, juntamente com o Santuário do Bom Jesus de Braga.
Informação Geral
Morada: Monte de Santo Estevão, 5100-025 Lamego
Website: Diocese de Lamego
E-mail: curia@diocese-lamego.pt
Telefone: (+351) 254 614 392
Mapa
Cronologia
→ Século XIV: Bispo D. Durando constrói uma capela dedicada a Santo Estêvão
→ 1564: Início da construção da Capela de Nossa Senhora dos Remédios
→ Último quartel do Século XVIII: Início da construção da escadaria
→ 1738 a 1739: Execução do Chafariz dos Remédios
→ 1764 a 1766: Execução do retábulo-mor
→ 1773: Douramento do retábulo-mor
→ 1773: Cruz colocada no frontispício da Igreja
→ 1842: Conclusão da Fonte da Cascata
→ 1857: Decoração da abóbada
→ 1866: Conclusão do último patim das escadas
→ 1868: Incêndio destrói o acervo documental
→ 1869: Conclusão da montagem da Fonte da Sereia
→ 1869: Execução do altar da sacristia nova e do estuque do teto
→ 1870: Execução do estuque do teto da sacristia velha
→ 1871 a 1872: Douramento e restauro do retábulo-mor
→ 1886: Conclusão da torre Sul
→ 1890: Construção do frontão superior que liga as duas torres
→ 1901: Douramento dos retábulos colaterais e púlpito
→ 1905: Conclusão da torre Norte
→ 1907: Construção das grutas
→ 1909: Execução do carrilhão de 18 sinos
→ 1911 a 1913: Execução dos azulejos
→ 1969: Conclusão do escadório novo e da última fonte

